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Diabéticos podem usar Toxina Botulínica?

Eu tenho certeza que você já recebeu um paciente diabético no seu consultório e teve de responder uma série de perguntas. Antes mesmo de começar a falar dos benefícios da Harmonização Orofacial.

Ou então, quando foi informado por ele sobre a doença, fez a sua parte e buscou detalhes precisos a respeito do quadro geral de saúde da pessoa.

Afinal, é preciso entender com qual tipo de diabetes estamos lidando, se há histórico de lesão cutânea relacionada, entre outros problemas, e proceder com uma anamnese minuciosa.

Em qualquer uma das situações, nós profissionais temos de estar PREPARADOS para investigar, responder e orientar. Não somente no caso de diabéticos. Isso vale para todos que buscarem pelo seu serviço.

E não é de se espantar que indivíduos prudentes, que realmente seguem as orientações e tratamentos de controle da doença, esgotem suas dúvidas antes de considerar passar por procedimentos, mesmo que minimamente invasivos.

Pois pacientes diabéticos devem respeitar as limitações do organismo ligadas à glicemia, que precisa estar controlada, antes de mais nada.

Por que a glicemia deve estar controlada?

A principal manifestação do diabetes é a elevação dos níveis de glicose sanguínea. E a causa é a deficiência de produção de insulina ou sua falha de atuação no organismo.

Os índices glicêmicos elevados podem causar, além de problemas na circulação do sangue, complicações inflamatórias e problemas de cicatrização cutânea.

Por isso pacientes diabéticos devem manter uma dieta regular, rica em antioxidantes contra a ação de radicais livres, por exemplo.

Um cuidado redobrado para manter os índices glicêmicos dentro dos valores adequados e garantir a estabilidade fisiológica do organismo.

Tudo o que utiliza agulhas, como no caso da aplicação de toxina, requer cuidado para prevenir infecções e isso é evitado com glicemia controlada. E vale para qualquer tipo de procedimento.

Em resumo, o diabetes precisa estar controlado e se o paciente apresentar instabilidade glicêmica, não deve receber o tratamento de harmonização.

Tudo para evitar complicações que comprometam o indivíduo.

A pele do Diabético é diferente?

A pele do diabético é talvez uma das regiões mais afetadas pela dificuldade de circulação sanguínea manifestada.

Pois como já entendemos, a glicemia sanguínea circulante tem papel importante no organismo e influencia na qualidade cutânea.

Diabéticos apresentam envelhecimento precoce, pele mais seca, queda da elasticidade e risco aumentado de desenvolver quadros clínicos, se comparados a outros indivíduos.

Por isso, devem ter muito cuidado e atenção aos tecidos pois a condição da pele é diferente, mais sensível e necessita de manutenção redobrada.

E para atingir resultados satisfatórios na harmonização facial, muitas vezes é preciso combinar tratamentos antes ou após a toxina.

Nada tão diferente dos pacientes comuns, mas exige que o profissional dedique atenção diferenciada ao planejamento clínico.

Vamos mais a fundo…

Os diabéticos devem prestar muita atenção aos cuidados realizados com seus tecidos cutâneos pelo seguinte motivo:

O tecido humano é irrigado por pequenos canais de sangue em toda a sua extensão, correto?

Trata-se de um mecanismo rico, complexo, que precisa funcionar perfeitamente. E o fluxo sanguíneo comprometido pelo excesso de glicose no sangue pode gerar dificuldades de nutrição e hidratação.

A dificuldade de irrigação sanguínea traz consequências para a saúde e manutenção da qualidade da pele.

Por isso, a principal característica da pele (tanto facial quanto corporal) do diabético é a desidratação.

O que nos casos mais graves e não controlados, leva a lesões sérias e complicações teciduais importantes.

O envelhecimento precoce é bastante observado nesses pacientes, já que a hiperglicemia aumenta a produção de radicais livres.

Isso leva a lesão das células cutâneas e diminuem a qualidade de seu aspecto visual, bem como a sua funcionalidade.

As dificuldades de cicatrização e o maior risco de desenvolvimento de infecções são aumentadas.

Então, fica definitivamente claro que aumentar a qualidade da pele do paciente diabético tem ligação direta à regulação glicêmica.

Com base em tudo isso, agora você já sabe que portadores do diabetes podem sim usar toxina botulínica, desde que a doença esteja controlada.

Mantenha sua atenção à qualidade dos fármacos utilizados e informe cada passo do tratamento ao paciente SEMPRE.

Deixe claro para ele quais opções são viáveis, como as aplicações serão feitas e trabalhe com calma, sempre em busca da entrega de tratamento real.

Não há nenhuma medida extra às pessoas com diabetes após o procedimento, apenas as recomendações comuns como para qualquer paciente na HOF.

Até a próxima publicação,
Doutor Diogo Melo.

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